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Como conversar com seus filhos sobre abuso sexual, consentimento e segurança do corpo.


Os pais, em sua maioria, são programados a protegerem seus filhos a todo custo. Mas, infelizmente, muitos não sabem que, um dos perigos mais terríveis é o abuso sexual. E, vamos combinar, sentar com uma criança e tentar explicar sobre o abuso sexual, perigos e formas de prevenção, não é nada fácil. Muitos pais não sabem conversar sobre isso por medo ou porque acreditam que confundir e assustar as crianças.

Então, vamos explicar aqui, como você pode falar sobre o assunto de uma maneira apropriada a cada idade e o momento que podemos iniciar essa conversa com as crianças. Você pode começar a ensinar seus filhos sobre seus corpos e comportamento seguro antes que eles possam iniciar a pré escola, por volta dos 3 anos de idade ou assim que iniciam a fala.

Comece com o uso de palavras corretas para todas as partes do corpo

Enquanto você ensina seus filhos a cabeça, os ombros, joelhos e dedos dos pés, adicione também as partes íntimas como a vagina e o pênis. Se você usar seus próprios nomes para partes do corpo, como “perereca” ou “pipi”, tudo bem, mas troque-os com a palavra correta quando você puder, só para ter certeza de que há clareza. Dessa maneira, você estará proporcionando à criança a confiança para usar os nomes próprios para suas partes íntimas e, com isso, estarão muito mais propensas a dizer se algo acontecer.

Peça ao seu filho para dar consentimento quando tratar de seu corpo

É importante que as crianças tenham controle sobre o que acontece com seus corpos, por isso é uma boa ideia ter o hábito de pedir licença aos bebês e crianças antes de tocar suas partes íntimas, quando e quem podem realizar tal procedimento (higiene, banho, exame médico) para que eles saibam que podem dizer "não" a um adulto, em uma situação diferente do comum. A conversa deve ser sempre realizada, de maneira natural, na troca de roupa e banho, por exemplo. Inclua também, que elas não podem tocar nas partes íntimas de outras pessoas, para que saibam o que é e o que não é aceitável.

A ideia é que as crianças aprendam o que é um comportamento normal, para que saibam quando algo que acontece está errado ou é inadequado.

Não force abraços e beijos

Não forçar a criança a dar abraço ou beijo, os ajuda a aprender que eles podem dizer não a adultos que os tocam se não estiverem de acordo com isso. Mas isso não significa que as crianças podem ser rudes ou ignorar alguém só porque não querem dar um abraço.

Inclua uma mensagem de que se ela não sentir confortável, não tem problema em não abraçar alguém, mas que ela poderá dizer olá de maneira educada ou talvez utilizar um outro tipo de cumprimento com as mãos, por exemplo. Assim, eles podem cumprimentar qualquer pessoa de uma maneira educada e, que não envolva um abraço ou um toque que pode se tornar indesejado.

Ensine as crianças a entender e confiar em seus sentimentos

Uma maneira de fazer isso é conversar sobre o seu dia e como se sentiram diante de cada evento. Nomeie as emoções básicas como medo, vergonha, alegria, tristeza, raiva. Que a cada emoção que os fizerem se sentir desconfortáveis sinaliza algo e que precisa ser compartilhado com alguém, de preferência, a um adulto de confiança.

Ajude seu filho a identificar cinco adultos confiáveis

Ajude seus filhos a identificarem cinco adultos que eles podem pedir ajuda sempre que precisarem. Esses adultos podem ser pais, tias, tios e avós, bem como professores, qualquer um em quem a criança tenha contato regular e que possam ajudá-los quando necessário.

Mantenha um diálogo aberto, sempre.

Falar sobre corpos, sentimentos e ações inadequadas pode ser um pouco embaraçoso, e se a sua própria família nunca falou sobre essas coisas quando você estava crescendo, pode ser difícil saber como começar, mas precisamos nos posicionar como pais e ter uma conversa, mesmo que isso seja estranho.

Com crianças muito jovens, tente não deixar de responder sobre algo que seja embaraçoso, mesmo que seja em público, diga que explicará a ela mais tarde. Mas certifique-se de retomar a conversa, pois assim, seus filhos saberão que podem falar com você sobre essas coisas, caso contrário, você estará emitindo uma mensagem de que não é certo conversar contigo sobre determinados assuntos.

Tente manter um diálogo aberto sobre tudo, desde pequenas conversas, para dar a oportunidade do seu filho te dizer qualquer coisa que os preocupe. Algumas crianças podem não conseguir falar sobre coisas que os chateiam e podem precisar que você perceba seu comportamento e os auxilie a falar, seja verbalmente ou que possam desenhar ou escrever, por exemplo.

Se você perceber mudanças no comportamento do seu filho, seja nos hábitos de sono, alimentação, higiene ou qualquer outra coisa, você deve tentar descobrir se algo está incomodando. Essas mudanças podem não significar que foram abusadas, mas podem refletir outras questões ou problemas, por isso é importante que os pais dialoguem com seus filhos percebendo suas reações diante de diferentes assuntos.

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