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Abuso sexual: Como agir diante da revelação?


O que você faria se seu filho(a) fosse abusado sexualmente? É uma questão que a princípio, parece meio tola e que,​ muitas vezes, as pessoas ​costumam ​responde​r​: "​ahh ​eu perguntaria​ como foi, quem fez e denunci​aria​, ​iria​até a polícia​, talvez​!" Pois é, mas não é tão fácil assim. O abuso sexual é uma violência traumática e, dependendo da intensidade e formas de exposição e de como essa criança é cuidada emocionalmente por seus familiares, esse acontecimento pode deixar sequelas muito graves. O suporte familiar é fundamental para a superação de traumas. Já tratamos sobre isso em um texto anterior e se você quiser saber mais, fica aqui a indicação de leitura << AUTOESTIMA: Entenda como ela pode ser um fator de proteção emocional contra a violência sexual em crianças e adolescentes.

Uma das formas de prevenção diz respeito ao momento da revelação do abuso por parte da criança. Falamos de prevenção, pois a maneira como recebemos a notícia pode amenizar ou aumentar o sofrimento da criança, acarretando um dano maior em seu desenvolvimento emocional, cognitivo, social.

Escuta Empática

A primeira atitude correta a se fazer, seja você pai, mãe, educador, psicólogo​, ​outr​a pessoa ou ​profissional​, ​é realizar uma escuta empática. Respeite o ritmo da criança, ouça o que ela tem a dizer, se coloque no lugar dela!

Sabemos que nestas horas, é impossível manter um controle sobre nossas emoções, podemos ter um misto de sentimentos como raiva, pena, vontade de gritar, chorar ou sair correndo. Entretanto, tente não fazer isso na frente ​da criança, pois ela pode ficar com medo e não querer contar mais nada ou até mesmo, desmentir o que estava dizendo. O mesmo serve para as perguntas, ​que podem ​​envergonhar ​​e ​até mesmo​, fazê-la​ se sentir culpada pelo que ocorreu. Denúncia

Depois que você a acolheu e fez a escuta empática, encoraje-a e explique que ela terá que contar a outras pessoas​​. Neste momento você fará a denúncia aos órgãos competentes: disque 100, delegacias especializadas de crimes contra crianças e adolescentes, hospital infantil de referência, Conselhos Tutelares, Creas, Cras e​delegacias de polícia​. O local dará continuidade ao caso e encaminhamentos necessários.

Acolhendo familiares e vítimas

Quando o abuso sexual ocorre com um membro da família, ele não atinge somente a este membro, mas sim a todos! Dessa maneira, o desenvolvimento emocional, social e moral de cada um pode estar comprometido diante do trauma a que foram expostos. Aqui entra a importância de um acompanhamento psicológico, de maneira a resgatar o equilíbrio da família, que se encontra frágil e estagnada em sua forma de reagir e de se relacionar de maneira saudável.

A terapia possibilita à criança a oportunidade de elaborar e ressignificar o momento tão delicado p​elo ​qual passou e, à família, para saber lidar com toda a situação e retomar o seu papel principal, que é o de nutrir sentimentos afetivos em uma relação próxima e duradoura com os seus membros!

Caso tenha ficado com alguma dúvida ou questionamento, nos escreva!

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